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Luciano maia

Biografia

     Luciano Maia tem mais de 25 anos de trajetória como músico, acordeonista, compositor e produtor musical, colocando a identidade regional do sul em fusão com outros ritmos brasileiros e universais.

     Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Maia nasceu em 7 de novembro de 1980. Aos nove anos, fez suas primeiras apresentações em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). Na adolescência, participou da então incipiente cena musical nativista, subindo ao palco com artistas hoje consagrados no Sul do Brasil. Ao mesmo tempo, recebia premiações em disputados festivais regionais de acordeom e, com 15 anos, foi convidado para participar de um grupo musical dedicado a animação de bailes, onde teve a oportunidade de se projetar artisticamente com a gravação do CD “Todo o homem do pampa”, Grupo Quero-Quero (1997).

      Em 1999, gravou e produziu seu primeiro álbum solo, o instrumental “Sonho Novo”. São também instrumentais seus CDs “Minha Querência” (2002), “Cruzando a Pampa” (2007), “A Gaita do Rio Grande” (2014), “Janelas ao Sul” (2014), “Balaio de Sons” (2017), “Passagem” (2019) e “Cordeonita” (2019). A partir do disco “Encomenda” (2009), começa a expor também sua faceta de cantor, seguida em “Talareando” (2011), “Cordeona-me” (2012) e “Pra se Ouvir Tomando Mate” (2018), estes dois últimos reunindo parcerias com o poeta Gujo Teixeira. No ano de 2021, lança o álbum autoral “Dois Rios”, com composições inéditas, compostas durante o período de distanciamento social, em que se dividiu entre os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

     No início dos anos 2000, foi selecionado para o projeto “Cartografia Musical Brasileira”, do Rumos Itaú Cultural. Em seguida, integrou também a série de espetáculos “O Brasil da Sanfona”, dividindo palco com artistas como Renato Borghetti, Oswaldinho do Acordeon, Gilberto Monteiro e Mario Zan. Participou também de espetáculos ao lado de Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Toninho Ferragutti e Luiz Carlos Borges, entre outros. Em 2008, teve seu perfil retratado no documentário “O Milagre de Santa Luzia” (2008), uma jornada musical pelo Brasil conduzida pelo sanfoneiro Dominguinhos. Também já representou o país em festivais e outros eventos no Reino Unido, Alemanha, França, Rússia, Portugal, Argentina, Uruguai e Suíça.

Como produtor musical, além de ser o responsável por toda sua discografia, ainda contribuiu nesta função com vários artistas que se tornaram referências da música gaúcha. Em estúdio e nos palcos, Maia pode trabalhar com inúmeros artistas importantes do cenário musical, tais como: Guinga, Raul de Souza, Yamandu Costa, Leandro Braga, Thiago Espírito Santo, Guto Wirtti, Mestrinho, Edu Ribeiro, Cainã Cavalcanti, Lucio Yanel, Michel Teló, Gabriel Sater, João Camarero, Richard Galliano, Mafalda Minozzi, Bebê Kramer, Chango Spaziuk e Raul Barboza.

     No ano de 2012, participou pela primeira vez como solista do Concerto “Piazzolla Coreografado”, com a Orquestra Sesi/Fundarte, o que abriu as portas para novos concertos em importantes orquestras, tais como Orquestra Unisinos/Anchieta, Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre- OSPA, Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo, com especial destaque para sua prestigiada atuação como solista do Concerto para Acordeon, Tumbadoras e Cordas de Radamés Gnattali.

Sempre muito bem acolhido pelo público e pela crítica musical, obteve com seus trabalhos 15 prêmios Açorianos de música, em diversas categorias, duas indicações ao prêmio da música brasileira e ainda 3 prêmios Victor Mateus Teixeira, oferecidos pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, como instrumentista e arranjador.

      Atualmente, além de realizar shows em diversas formações e trabalhar no lançamento do novo álbum “Dois Rios”, para o público especializado, o instrumentista tem promovido workshops em grandes eventos dedicados ao aprimoramento de músicos. Pela internet, também tem levantado debate a respeito do acordeom em seu canal no YouTube, com as séries “Janelas ao Sul”, com apresentações solo; e “Falando em Gaita”, que reúne convidados como Dominguinhos, Albino Manique, Edson Dutra, Luiz Carlos Borges, Marcelo Caldi e Renato Borghetti.